💶 Quanto custa ser sócio da Cruz Vermelha?
A quota é de 2 € por mês e é atualizada de dois em dois anos. Não há permanência: podes sair quando quiseres, avisando por escrito com pelo menos 15 dias de antecedência.

Ser sócio da Cruz Vermelha Portuguesa custa 2 € por mês e serve para apoiar a missão humanitária da instituição. O cartão de saúde é outra coisa: chama-se hoje Cartão Saúde CVP, compra-se à parte a partir de 4,85 € por mês e dá médico ao domicílio, linha médica 24 horas e descontos em serviços de saúde. As duas coisas confundem-se muito e não são a mesma coisa. E hoje, em As Tuas Ajudas, explicamos-te quanto custa cada uma, o que dá cada uma, como te inscreves e o que desgrava mesmo no IRS.
Índice
Esta é a confusão mais comum, e vale a pena arrumá-la antes de mais. Ser sócio da Cruz Vermelha Portuguesa significa pagar uma quota para sustentar o trabalho humanitário da instituição: és um membro associado contribuinte, uma figura prevista nos Estatutos.
O Cartão Saúde CVP é um produto comercial. Pagas uma mensalidade e recebes serviços de saúde em troca. Não te torna sócio, e ser sócio não te dá o cartão. A própria Cruz Vermelha diz apenas que parte da tua adesão contribui para os programas sociais e humanitários.
A quota financia a atividade de emergência, socorro e apoio social de uma instituição que trabalha em todo o país. Quem se faz sócio fá-lo sobretudo por isso, e é honesto dizê-lo antes de falar de descontos. Se o que procuras é ajuda imediata numa situação de crise, aí o caminho é outro: o apoio de emergência social do Estado.
Além disso, a Cruz Vermelha indica que os sócios têm acesso a parcerias exclusivas, com condições especiais em áreas como saúde, bem-estar e outros serviços de proximidade. Os Estatutos acrescentam três direitos que muitas vezes passam despercebidos: participar na atividade da instituição, ser eleito para cargos sociais e beneficiar das regalias concedidas a nível nacional ou de delegação local.
A quota de sócio é de 2 € por mês e é atualizada de dois em dois anos. O valor mínimo não é decidido por um departamento comercial: fixa-se em Assembleia Geral, como manda o regime da instituição.
A inscrição começa no formulário de adesão online, onde escolhes a tua estrutura local. Depois é essa estrutura que te contacta para formalizar a inscrição e recolher a tua assinatura na Declaração de Proteção de Dados. Não é um processo instantâneo, mas também não te obriga a deslocares-te no primeiro passo, ao contrário do que acontece com boa parte dos apoios da Segurança Social.
O cartão da Cruz Vermelha é um cartão de saúde que te dá acesso a médico ao domicílio, a uma linha médica permanente e a preços reduzidos em consultas, exames e tratamentos. Durante anos foi conhecido apenas como cartão CVP ou cartão Cruz Vermelha; o nome oficial atual é Cartão Saúde CVP.
A mudança não foi só de nome. O cartão deixou de ser modular, aquele sistema em que escolhias módulos soltos, e passou a funcionar por planos fechados: escolhes um dos três e sabes de antemão o que está lá dentro. Se leste noutro sítio uma descrição com “Módulo 1, 2 e 3”, estás a ler as condições antigas.
O cartão funciona só em Portugal. Para o estrangeiro, o documento que te cobre é outro, o Cartão Europeu de Seguro de Doença, mais conhecido como cartão europeu de saúde, que é gratuito e se pede à Segurança Social.
Os preços são públicos e mensais. A diferença entre eles está sobretudo no acesso à rede de prestadores AdvanceCare, que só entra a partir do plano intermédio.
Convém olhar para eles como três degraus e não como três produtos diferentes: o primeiro resolve a urgência em casa e o telefone, e os dois seguintes acrescentam a rede de prestadores onde estão as consultas de especialidade, os exames e os tratamentos com preço reduzido. Se o que te interessa é o médico ao domicílio, o plano mais barato já o inclui.
| Plano | Preço | O que acrescenta |
| O Meu Plano | 4,85 €/mês | Médico ao domicílio grátis nas urgências e Linha Médica 24h/dia |
| Plano Bem-Estar | 8,85 €/mês | Acesso à Rede Essencial e à Rede Bem-estar da AdvanceCare |
| Plano Global | 12,99 €/mês | O plano mais caro; a Cruz Vermelha não detalha online o que acrescenta ao Bem-Estar |
Aos planos podes juntar extras de saúde mental, saúde oral e saúde da mulher, por mais 1 € por mês cada. No caso da saúde oral, confirma antes se não tens direito ao cheque-dentista, que é gratuito e do SNS. As teleconsultas custam 15 € e as consultas presenciais 35 €, valores que se pagam à parte da mensalidade.
Pagas ao mês, ao trimestre ou ao ano, por débito direto, cartão de crédito, MB Way, Apple Pay ou Google Pay. Não há custos de ativação nem fidelização, e a renovação é automática, mas a Cruz Vermelha avisa-te sempre antes para decidires se queres continuar.
Qualquer pessoa pode aderir ao cartão para particulares. Não há requisito de residência publicado nem, ao contrário do que se lê em muitos sítios, limite de idade: aquele limite dos 85 anos que ainda circula por aí era uma condição do antigo seguro de acidentes, não uma regra de acesso ao cartão.
O cartão é individual. Se queres cobrir a casa toda, existem planos familiares até 4 pessoas, contadas como agregado familiar, e não as seis que as condições antigas referiam.
É o serviço que mais gente procura no cartão. Tens direito a médico ao domicílio nas urgências, a qualquer hora do dia ou da noite, sem pagares a deslocação. O pedido passa por uma triagem online antes de o médico sair, o que serve para perceber se o teu caso precisa mesmo de uma visita.
Conta com o tempo de deslocação e confirma a cobertura da tua zona: há moradas onde o serviço não chega, sobretudo fora dos grandes centros. Para quem cuida de uma pessoa dependente em casa, é a diferença entre esperar horas numa urgência e ser visto na sala de estar. Se cuidas de alguém com uma dependência já reconhecida, compara este serviço com o que a Segurança Social te dá pelo complemento por dependência antes de pagares duas vezes pela mesma coisa.
A Linha Médica 24h/dia está incluída nos três planos e serve para esclareceres sintomas, perceberes se precisas de ir a uma urgência e receberes orientação imediata, sem saíres de casa.
Antes de pagares por isto, sabe que o Estado tem um serviço equivalente e gratuito para toda a gente: a linha SNS 24. Se o teu problema é sobretudo aconselhamento telefónico, compara os dois antes de decidir. E se ainda não tens médico de família, resolve isso primeiro: é gratuito e cobre o acompanhamento continuado, que nenhum cartão substitui.
O cartão dá preços mais baixos em consultas de especialidade e atos médicos no Hospital Cruz Vermelha, no Hospital SSCML, no Hospital Ortopédico Sant’Ana e no Centro de Medicina de Reabilitação Alcoitão. Já não é só no hospital da própria instituição, como acontecia antes.
Os descontos atuais são em óticas e optometria, aparelhos auditivos, combustíveis, eletricidade, gás, telecomunicações, suplementos e apoio domiciliário. As terapias de bem-estar entram pela Rede Bem-estar da AdvanceCare e, por isso, só nos planos de 8,85 € e 12,99 €. Antes de contares com o desconto na luz e no gás, confirma se não tens direito à tarifa social de energia, que é do Estado, não custa nada e desconta bem mais.
Repara no que saiu da oferta e continua a aparecer em artigos desatualizados: o seguro de acidentes pessoais de 5.000 €, o transporte ao hospital para consultas e exames, o serviço de enfermagem ao domicílio como serviço incluído e os descontos em farmácias. Nada disso consta hoje das condições publicadas. Se procuras a cobertura de um acidente, o produto certo é outro: um seguro de acidentes pessoais.
A adesão faz-se online, no site do Cartão Saúde CVP, em poucos passos, ou presencialmente numa unidade da Cruz Vermelha Portuguesa. Também podes tratar de tudo por telefone, no 210 127 234, por WhatsApp ou por e-mail.
Tem à mão um documento de identificação, como o cartão de cidadão, o teu número de contribuinte e os dados bancários para o débito direto. Como não há custos de ativação, o primeiro pagamento é já a mensalidade do plano que escolheres.
Os donativos que entregas à Cruz Vermelha Portuguesa dão benefício fiscal ao abrigo do mecenato: deduzes à coleta do IRS 25% do valor entregue, até ao limite de 15% da coleta, ao abrigo do artigo 63.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais. A instituição está reconhecida para este efeito.
O que pagas pelo Cartão Saúde CVP não é dedutível, e é a própria Cruz Vermelha que o diz nas suas condições. A razão é simples: não é um donativo, porque recebes serviços em troca, e a lei só trata como donativo a entrega feita sem contrapartidas.
A quota é de 2 € por mês e é atualizada de dois em dois anos. Não há permanência: podes sair quando quiseres, avisando por escrito com pelo menos 15 dias de antecedência.
Não. São duas coisas diferentes: a quota de sócio apoia a missão humanitária da instituição e o Cartão Saúde CVP é um produto comercial que se compra à parte. Ter um não te dá o outro.
Tem três planos: O Meu Plano por 4,85 €/mês, Plano Bem-Estar por 8,85 €/mês e Plano Global por 12,99 €/mês. Os extras de saúde mental, oral e da mulher custam mais 1 €/mês cada. Não há custos de ativação nem fidelização.
Os donativos sim: deduzes 25% do valor entregue, até ao limite de 15% da coleta. O que pagas pelo Cartão Saúde CVP não é dedutível, porque recebes serviços em troca e a lei não o trata como donativo.
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