💶Qual é o valor do IAS em 2026?
São 537,13 € por mês, desde 1 de janeiro de 2026, mais 14,63 € do que em 2025 (522,50 €). Não é um apoio que se receba: é a referência usada para calcular limites e valores de várias prestações.

O Indexante dos Apoios Sociais (IAS) é o valor de referência que a Segurança Social e as Finanças usam para calcular vários apoios, limites de rendimento e contribuições. Em 2026, o IAS vale 537,13 €, e o valor do IAS 2027 só fica definido no final do ano ou no início do ano seguinte, depois de conhecidos os dados da inflação e do crescimento da economia. É um dos conceitos base para perceber os apoios sociais em Portugal. E hoje, em As Tuas Ajudas, explicamos-te o que é o IAS, como se calcula, quanto subiu em 2026, quando se conhece o de 2027 e onde mexe no teu rendimento.
Índice
O Indexante dos Apoios Sociais (IAS) é um valor de referência criado por lei no fim de 2006 e aplicado desde 1 de janeiro de 2007. A Segurança Social usa-o para calcular e atribuir muitos apoios, e o primeiro valor, o de 2007, foi fixado a partir do salário mínimo de 2006, atualizado pela inflação.
Na prática, o IAS não é um apoio que se receba. É uma unidade de medida: muitas regras dizem «até 1,5 vezes o IAS» ou «4 vezes o IAS», e o valor em euros muda todos os anos com ele. Por isso, serve para avaliar se uma pessoa ou um agregado familiar cumpre as condições de acesso a certos apoios, e também para fixar limites e escalões de várias prestações.
Em 2026, o IAS é de 537,13 € por mês. O valor foi fixado por uma portaria do Governo publicada a 30 de dezembro de 2025, com efeitos a partir de 1 de janeiro de 2026.
Em 2025, o IAS era de 522,50 €, pelo que em 2026 subiu 14,63 €, uma atualização de 2,80 %. A tabela mostra a evolução do IAS nos últimos anos, em euros por mês:
| 2021 | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | 2026 |
| 438,81 € | 443,20 € | 480,43 € | 509,26 € | 522,50 € | 537,13 € |
Os valores da tabela são os que se aplicaram a 1 de janeiro de cada ano. Como muitas regras usam múltiplos do IAS, os limites em euros sobem na mesma proporção. Estes são os múltiplos mais usados em 2026:
| Múltiplo do IAS | Valor em 2026 | Onde se usa |
| 1 × IAS | 537,13 € | Valor de referência base |
| 1,15 × IAS | 617,70 € | Mínimo do subsídio de desemprego (com condições) |
| 1,5 × IAS | 805,70 € | Isenção de taxas moderadoras por insuficiência económica |
| 4 × IAS | 2.148,52 € | Dispensa de contribuições de alguns trabalhadores independentes |
| 12 × IAS | 6.445,56 € | Base máxima de contribuições dos trabalhadores independentes |
Cada uma destas regras tem condições próprias, que explicamos mais abaixo. Os valores em euros desta tabela só servem para 2026: como são múltiplos do IAS, mudam em 2027 com o novo valor.
O IAS é atualizado todos os anos com base em dois indicadores: a inflação, medida pelo índice de preços no consumidor (IPC), e o crescimento real do PIB, ou seja, da economia do país. A inflação usada é a variação média dos últimos 12 meses do IPC sem habitação disponível em dezembro do ano anterior. Se esse dado ainda não estiver disponível quando a portaria é assinada, usa-se o disponível a 30 de novembro.
O crescimento do PIB que conta é a média dos últimos dois anos, terminados no 3.º trimestre do ano anterior à atualização. Se esse trimestre ainda não estiver disponível a 10 de dezembro, usa-se o trimestre anterior. Com estes dois dados, a lei define três cenários:
É a mesma regra que se aplica às pensões mais baixas, até 2 vezes o IAS. Por isso, o IAS e o aumento das pensões dependem dos mesmos dados da inflação e do PIB.
Neste momento, ainda não existe um valor oficial do IAS para 2027. A atualização depende de dados que só ficam fechados no fim de 2026, e o valor final é fixado por portaria do Governo, no final do ano ou no início do ano seguinte.
Também ainda não há dados oficiais finais da inflação e do PIB que permitam uma simulação fiável, por isso não avançamos nenhum valor para 2027. O que já se sabe é a fórmula e o calendário.
Até lá, estes são os passos que costumam decidir o novo valor:
Quando o novo IAS for publicado, os limites em euros que dependem dele mudam também a partir de janeiro. Se recebes uma prestação ou pagas contribuições calculadas com base no IAS, vale a pena confirmar o teu caso no início de 2027. Entretanto, o resumo do que mudou no salário mínimo e nas pensões em 2026 ajuda a perceber o ponto de partida.
O IAS tem um papel central nos apoios sociais em Portugal. Influencia o valor de várias prestações e também quem pode recebê-las. Além disso, mexe em obrigações fiscais e contributivas, como os descontos dos trabalhadores independentes e o IRS.
Estes são alguns exemplos de apoios e regras da Segurança Social influenciados pelo IAS:
Desde 2021, com o Orçamento do Estado desse ano, o subsídio de desemprego não pode ser inferior a 1,15 vezes o IAS quando as remunerações usadas no cálculo são, pelo menos, iguais ao salário mínimo. Em 2026, esse mínimo é de 617,70 € por mês.
O IAS também ajuda a definir o mínimo de existência, o patamar de rendimento que fica protegido do IRS. Corresponde ao maior de dois valores: 12.880 € ou 1,5 × 14 × IAS. Em 2026, a segunda conta dá 11.279,73 €, por isso o valor que se aplica é de 12.880 € por ano.
O IAS serve ainda de limite no IRS Jovem, cuja isenção tem um teto anual de 55 vezes o IAS. As restantes condições estão no guia do IRS Jovem.
Nas taxas moderadoras, a isenção por insuficiência económica aplica-se a quem tem um rendimento, calculado nos termos da lei, até 1,5 vezes o IAS. As bolsas do ensino superior também usam o IAS nas suas regras; os outros apoios ao estudo estão no guia de bolsas de estudo.
No caso dos trabalhadores independentes, as contribuições calculam-se sobre o rendimento relevante: a base mensal corresponde a um terço do rendimento relevante apurado em cada período declarativo. O IAS entra como limite dessa base:
Quem acumula atividade independente com trabalho por conta de outrem pode ficar dispensado de contribuir como independente, se o rendimento relevante médio mensal for inferior a 4 vezes o IAS. Em 2026, esse limite é de 2.148,52 € (4 × 537,13 €). Para isso, têm de se verificar ao mesmo tempo estas condições:
Se estás a começar ou tens rendimentos irregulares, vê também os apoios para trabalhadores independentes e confirma na Segurança Social Direta a base de incidência que te foi fixada.
São 537,13 € por mês, desde 1 de janeiro de 2026, mais 14,63 € do que em 2025 (522,50 €). Não é um apoio que se receba: é a referência usada para calcular limites e valores de várias prestações.
Costuma ser conhecido no final do ano ou no início do ano seguinte, por portaria do Governo, depois de fechados os dados da inflação e do PIB. O de 2026 saiu a 30 de dezembro de 2025; o de 2025 só a 6 de janeiro de 2025.
Depende da economia. Se o crescimento médio do PIB for inferior a 2 %, o IAS sobe ao ritmo da inflação. A partir de 2 %, soma 20 % do crescimento do PIB, com um mínimo de 0,5 pontos acima da inflação quando o PIB fica entre 2 % e 3 %.
Não: as contribuições incidem sobre um terço do rendimento relevante. O IAS entra como teto (12 vezes, 6.445,56 € em 2026) e como patamar de dispensa para quem também trabalha por conta de outrem, desde que cumpra as condições exigidas.
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