🤔 Preciso de ser cliente do Santander para me candidatar?
Não. Nem para as bolsas nem para os cursos gratuitos é preciso ser cliente do banco: a própria plataforma responde que o acesso está aberto a todos através da Santander Open Academy.

Em setembro de 2026 há seis programas Santander com candidaturas abertas a quem vive em Portugal e dezenas de cursos gratuitos que podes começar hoje, sem candidatura nem seleção. Pedem-se todos no mesmo sítio: a plataforma Santander Open Academy, onde a Fundação Santander Portugal concentra hoje as suas bolsas de estudo. E hoje, em As Tuas Ajudas, explicamos-te o que está aberto, quanto paga cada bolsa, quem se pode candidatar e até quando tens para o fazer.
Índice
São duas coisas diferentes e é fácil confundi-las. A Fundação Santander Portugal é a entidade que financia as bolsas e define os regulamentos de cada programa. A Santander Open Academy é a plataforma onde todas as candidaturas se apresentam, se acompanham e se decidem. Quando lês que uma bolsa é «oferecida por Fundação Santander Portugal», estás a ver quem paga; quando te dizem para te registares na Open Academy, estás a ver onde se pede.
Esta separação explica uma confusão frequente. Durante anos, cada bolsa tinha uma página própria no site da Fundação, e muitas dessas páginas continuam online com informação de 2023 e 2024. Hoje o catálogo real vive só na plataforma, e o antigo endereço das bolsas do Santander redireciona automaticamente para a Open Academy. Se guardaste um link antigo nos favoritos, continua a funcionar, mas leva-te ao sítio novo.
Convém teres presente que estas são bolsas privadas e que funcionam à margem do apoio do Estado: têm regulamentos próprios, calendários próprios e não dependem dos escalões de rendimento. Se o que procuras é o apoio público de base, o ponto de partida é outro, e são as novas regras das bolsas de estudo para 2026/2027.
A 4 de setembro de 2026 há seis programas com candidaturas abertas a quem reside em Portugal, e são muito diferentes entre si: um curso de inglês com dezenas de milhares de vagas, uma bolsa de desenvolvimento pessoal aberta a qualquer jovem, um apoio social continuado dirigido só a mulheres, uma bolsa para quem vai ser professor e duas formações online curtas com inscrição limitada. Vale a pena olhares para os seis antes de decidires, porque os requisitos não se sobrepõem e podes ser elegível para mais do que um.
| Bolsa | Vagas | Prazo | A quem se dirige | Valor |
| Bolsa O Teu Próximo Passo | 100 | 18 de setembro de 2026 | Jovens dos 18 aos 35 anos residentes em Portugal | 500 € |
| Bolsas de Estudo CCC x Fundação Santander | 2 | 30 de setembro de 2026 | Mulheres em situação de vulnerabilidade social, no ensino superior público | 4.200 € por ano |
| Curso Santander | Descomplica e Gere o Teu Dinheiro | 3.000 | 2 de outubro de 2026 | Quem domina português e reside em Portugal, ou é português no estrangeiro | Curso gratuito |
| Curso Santander | Erro 404, Pensamento Crítico Não Encontrado | 750 | 15 de outubro de 2026 | Maiores de 18 anos que falem e compreendam português | Curso gratuito |
| Bolsas Fundação Santander para Futuros Professores 2026/27 | 265 | 27 de outubro de 2026 | Alunos do 1.º ano de mestrado em ensino do 3.º ciclo e secundário | 750 € |
| Curso Santander | British Council English online 2026, 3.ª chamada | 10.000 | 19 de novembro de 2026 | Maiores de 18 anos residentes em Portugal e noutros 11 países | Curso gratuito |
Os valores da tabela são os que constam nos regulamentos publicados de cada programa para esta edição. As vagas indicadas são o número de bolsas atribuídas, não o número de candidaturas aceites: em todos os casos há um processo de seleção, e candidatares-te não garante que recebas a bolsa.
É a que fecha primeiro e a que tem requisitos mais amplos. Paga 500 € e há 100 bolsas. Para te candidatares só precisas de ter entre 18 e 35 anos no momento da candidatura, residir em Portugal e completar todas as fases do processo.
A seleção tem duas fases. Primeiro há um teste de competências; os 200 melhores passam à segunda fase, que junta um texto de 1.200 caracteres e um vídeo de um minuto. Quem for selecionado tem ainda uma formação online a 27 de outubro de 2026 e uma masterclass a 29 de outubro.
É a que paga mais dinheiro de todas as que estão abertas e também a mais restrita: só há duas vagas. Paga 4.200 € por ano letivo, entregues mensalmente em prestações de 350 € durante 12 meses, e pode ser renovada até três vezes, o que cobre uma licenciatura inteira.
Os requisitos são cumulativos: ser do género feminino, residir em Portugal (continente e ilhas), encontrar-se numa situação de vulnerabilidade social, ter concluído o ensino secundário com sucesso (as notas contam para a seleção) e estar inscrita na faculdade no ano letivo 2026/27. A licenciatura tem de ser de três ou quatro anos e no ensino público: mestrados e ensino privado ficam de fora. Se a tua situação económica é o principal obstáculo, convém veres em paralelo a bolsa de estudo da DGES, que é o apoio de base do Estado e pode acumular com bolsas privadas.
É a bolsa que paga a mais gente: são 265 vagas, cada uma de 750 €. A Fundação anuncia um programa de 300 bolsas, mas o número final varia consoante a instituição e o curso. É obrigatório que estejas inscrito ou matriculado numa instituição aderente ao programa, no 1.º ano de um mestrado em ensino do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, no ano letivo de 2026/27. São 10 universidades aderentes.
A candidatura pede, entre outros documentos, o comprovativo de inscrição ou matrícula, a declaração de IRS modelo 3 de 2025 com a respetiva nota de liquidação e o comprovativo de domicílio fiscal, quando aplicável. Cada instituição aderente pode ainda pedir documentos adicionais. Os resultados saem a 27 de novembro de 2026. Esta bolsa pode ser acumulada com outras bolsas ou apoios, como o próprio regulamento esclarece.
É o programa com mais vagas de todos e o único destes quatro que não paga dinheiro: o que recebes é o curso. Em 2026 são 30.000 vagas no total, repartidas por três chamadas de 10.000 vagas cada, numa parceria entre o Santander e o British Council. A 3.ª chamada está aberta desde 28 de agosto e recebe inscrições até 19 de novembro de 2026.
A formação desta chamada decorre de 11 de janeiro a 8 de março de 2027, numa primeira fase de 8 semanas. Os 1.500 participantes com melhor desempenho têm acesso a mais 20 semanas de formação, entre 15 de março e 2 de agosto de 2027. Para te candidatares precisas de ter mais de 18 anos, residir num dos 12 países abrangidos, entre os quais Portugal, e fazer o teste de avaliação na própria plataforma, que não é enviado por e-mail.
Seja qual for o programa a que te candidatas, convém saberes com o que podes contar em paralelo: estas bolsas privadas não excluem os apoios públicos e, na maior parte dos casos, somam-se a eles.
Além das bolsas, a Open Academy tem dezenas de cursos de acesso direto: não há processo de seleção, não há candidatura a apresentar e as vagas são ilimitadas. Basta registares-te e começares. O que existe é uma data até à qual o curso fica disponível, hoje fixada em 31 de dezembro de 2026, mas entras a qualquer momento até lá.
Os três da tabela abaixo são os mais procurados em português, e o catálogo tem muitos outros nas mesmas condições, de cibersegurança a Power BI, Python ou liderança. Se estás a comparar formação gratuita, vê também que cursos têm maior empregabilidade em Portugal antes de escolheres.
| Curso | Duração | Aberto até |
| Curso Santander | Fundamentos do ChatGPT | 8 horas letivas | 31 de dezembro de 2026 |
| Curso Santander | Excel, do básico ao intermediário | 8 horas letivas | 31 de dezembro de 2026 |
| Curso Santander | Excel, do nível intermédio ao avançado | 8 horas letivas | 31 de dezembro de 2026 |
Estes três cursos são 100% online, fazem-se ao teu ritmo e dão certificado no final. Estão abertos a maiores de 16 anos de qualquer país de residência, o que os torna mais acessíveis do que qualquer das bolsas. O curso de ChatGPT está disponível em cinco idiomas: português, espanhol, inglês, alemão e polaco.
Estes dois programas repetem-se todos os anos e neste momento estão fechados. Vale a pena conheceres já as condições que constam dos regulamentos, para te preparares para a próxima edição.
A edição 2026/2027 pagou 500 € ou 1.000 €, teve 346 vagas e fechou a 26 de junho de 2026. Além do filtro de residência da própria plataforma, o regulamento fixa apenas duas condições gerais: estares inscrito ou matriculado numa instituição de ensino superior aderente ao programa, a frequentar licenciatura ou mestrado, e teres concorrido a uma mobilidade no âmbito do Programa Erasmus+.
O regulamento nacional não exige, como condições gerais, bom rendimento escolar nem demonstração de carência económica. O que existe é outra coisa: cada instituição aderente pode acrescentar critérios próprios, e é aí que esses fatores entram. Nas instituições que já publicaram as suas regras aparecem, por exemplo, aproveitamento escolar (com dispensa para quem frequenta pela primeira vez o 1.º ano da licenciatura), ser efetivamente selecionado para a mobilidade e não receber, no mesmo ano letivo, outra bolsa dos Programas Santander Universidades.
Por isso não deves assumir a lista de uma faculdade como se fosse nacional, nem desistir por causa dela: confirma as condições na tua. O número de bolsas também é definido por cada instituição, e não pelo total nacional. Se a mobilidade te vai obrigar a sair de casa, vale a pena leres antes o guia sobre estudar numa universidade fora da tua cidade.
A 1.ª edição de 2026 teve 381 vagas e fechou a 25 de maio de 2026. O valor de cada bolsa é de 500 €, 750 € ou 1.000 € e não é escolhido pelo candidato: é fixado e divulgado por cada instituição aderente.
As condições de acesso são duas. A primeira é a inscrição ou matrícula numa instituição aderente, a frequentar licenciatura, mestrado ou Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP). A segunda é teres aproveitamento escolar, com uma exceção relevante: quem frequenta pela primeira vez o 1.º ano da licenciatura está dispensado deste requisito. Se ainda estás a decidir o percurso, o Programa +Superior e o Qualifica.Superior respondem a situações diferentes desta.
Não existe uma regra única de residência para as bolsas Santander: cada programa define a sua. Convém verificares o teu programa em concreto antes de desistires ou de te candidatares.
Nos cursos livres o único requisito é teres mais de 16 anos, seja qual for o teu país de residência. E no curso do British Council a ficha é explícita: não precisas de diploma universitário nem de ser cliente do banco. Se tens dúvidas sobre o que podes exigir enquanto estudas, o guia dos direitos dos estudantes cobre a parte que não depende de nenhuma bolsa.
O processo é o mesmo para todas as bolsas e cursos, e é inteiramente gratuito e online. Não há candidaturas em papel nem em balcão.
Estes programas existiram em edições anteriores e já não estão disponíveis. Ficam aqui datados, para saberes em que ponto estão.
As bolsas do Santander são um complemento, não substituem o apoio de base. Antes de contares só com elas, verifica as novas regras das bolsas de estudo para 2026/2027, que mudam quem tem direito ao apoio público.
Se estás a construir a tua candidatura, estas são as alternativas com processos e calendários próprios: a Bolsa da Fundação Oriente, a Bolsa Gulbenkian Mérito, a Bolsa Eugénio de Almeida, a Bolsa BrightStart da Deloitte, a Bolsa da Fundação Rotária, a Bolsa Gulbenkian Novos Talentos e a Bolsa de Estudo Sara Carreira. Para quem ainda está no secundário há as bolsas de estudo do secundário, e quem entra no superior por outra via encontra o percurso em maiores de 23 anos.
Se o teu objetivo com os cursos gratuitos do Santander é sobretudo profissional, os cursos com maior empregabilidade em Portugal ajudam a escolher onde investir o tempo, e as tendências do mercado de trabalho em Portugal dizem-te onde há procura. Já as estratégias para encontrar emprego contam mais do que somar outro certificado.
Não. Nem para as bolsas nem para os cursos gratuitos é preciso ser cliente do banco: a própria plataforma responde que o acesso está aberto a todos através da Santander Open Academy.
Sim, e os prazos de 2026 não se sobrepõem, por isso podes concorrer a vários programas. Candidatares-te não garante que recebas a bolsa: em todos há um processo de seleção.
Sim. Teres concorrido a uma mobilidade no âmbito do Erasmus+ é uma das duas condições gerais do regulamento. Algumas instituições exigem ainda que tenhas sido selecionado para essa mobilidade.
São 500 €, 750 € ou 1.000 €. O valor não é escolhido pelo candidato: é fixado e divulgado por cada instituição aderente.
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