📚Ainda posso pedir o Cheque-Livro?
Não. A edição de 2026 terminou a 31 de agosto e ainda não foi anunciada uma nova edição do programa.

O Cheque-Livro é um vale de 30 € que o Estado atribui aos jovens para comprarem livros numa livraria aderente. A edição de 2026, para quem nasceu em 2007 e 2008, terminou a 31 de agosto e, ao contrário de outros apoios em vigor em Portugal, ainda não tem nova edição anunciada. E hoje, em As Tuas Ajudas, explicamos-te quem teve direito, que livros se podiam comprar, como se pedia o cheque e o que se sabe sobre a próxima edição e o cheque para e-books.
Índice
O Cheque-Livro é um programa do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto que dá a cada jovem abrangido um vale digital para gastar em livros. É uma das medidas de apoio do Governo dirigidas aos jovens, e tem um objetivo duplo: incentivar a leitura e levar os jovens às livrarias. O programa é gerido pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), e são as livrarias que recebem depois o valor dos cheques descontados.
A segunda edição arrancou a 2 de janeiro de 2026. O prazo inicial para usar o cheque era 30 de junho, mas o Governo prolongou-o até 31 de agosto de 2026. Terminado esse prazo, a edição fechou e os cheques que não foram usados deixaram de valer.
A edição de 2026 destinou-se aos jovens nascidos em 2007 e em 2008, ou seja, a quem fazia 18 ou 19 anos durante o ano. Além da idade, era preciso residir em Portugal e ter um de dois meios de autenticação: Cartão de Cidadão ou Chave Móvel Digital.
O regulamento não exige nacionalidade portuguesa. Um jovem estrangeiro nascido nesses anos, com autorização de residência em Portugal e Chave Móvel Digital ativa, também podia pedir o cheque. Ao registar-se, a plataforma lê do documento a data de nascimento e o concelho de residência.
O cheque é pessoal e intransmissível. Só o titular o pode usar, não se pode oferecer a outra pessoa e quem presta declarações falsas fica excluído do programa.
Na edição de 2026, o cheque valia 30 €, mais 10 € do que na primeira edição. Esse valor só pode ser usado numa única compra, que pode incluir um ou vários livros, desde que todos sejam elegíveis.
A escolha dos livros é livre, com algumas exclusões. Não entram os manuais escolares (que seguem outro caminho, através do Programa MEGA), os dicionários, os livros de apoio ao estudo e os livros não editados em Portugal. Na prática, o livreiro valida o ISBN de cada livro na plataforma: se o ISBN não for aceite, o livro não pode ser pago com o cheque.
| Situação na compra | O que acontece |
| Livros acima de 30 € | Pagas a diferença com outro meio aceite pela livraria |
| Livros abaixo de 30 € | O valor que sobra perde-se: não fica para outra compra |
| Cheque de anos diferentes | Não se juntam: cada cheque vale só na sua edição |
| Livro sem ISBN validado | Não pode ser pago com o cheque |
Como o que sobra não é devolvido, compensa escolher livros que somem pelo menos 30 € na mesma ida à livraria.
O pedido era feito online e era gratuito. O serviço aparece no portal gov.pt, mas o cheque é emitido na plataforma própria do programa. Os passos eram estes:
Na loja, o jovem tinha de se identificar com o Cartão de Cidadão ou a Chave Móvel Digital. Não era preciso imprimir nada: bastava mostrar a versão digital no telemóvel, e o cheque ficava disponível na plataforma durante todo o período da edição, mesmo que o jovem o perdesse.
O cheque só funciona nas lojas das livrarias aderentes. Não pode ser usado em feiras do livro nem em festivais literários, mesmo que a livraria esteja presente com uma banca.
A lista de livrarias aderentes é publicada na Plataforma Cheque-Livro e pode ser pesquisada por distrito. A lista muda de edição para edição, por isso uma livraria que aceitou o cheque num ano pode não estar inscrita no seguinte.
Para aderir, a livraria tem de ter um espaço físico dedicado à venda de livros, emitir faturas eletrónicas e ter a situação regularizada perante as Finanças e a Segurança Social. Ficam de fora as livrarias de universidades que partilham o NIF da instituição e as que pertencem à administração central, local ou a empresas do Estado. Depois de descontar os cheques, a livraria pede o pagamento na plataforma e recebe o valor num prazo máximo de 45 dias após a validação das faturas.
O Orçamento do Estado para 2026 prevê um cheque e-book de 60 €, nos mesmos termos do Cheque-Livro, para as pessoas residentes em Portugal, com Cartão de Cidadão, que façam 18 anos em 2026. Ou seja, abrangeria apenas os nascidos em 2008, e não os nascidos em 2007.
A medida está na lei, mas não chegou a ser posta em prática. Em dezembro de 2025, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto explicou que a redação da norma levantava dúvidas e que a plataforma não estava preparada para vales de livros digitais, pelo que a medida teria de ser estudada.
A DGLAB tinha de entregar ao Governo o relatório de avaliação da edição de 2026 até 15 de setembro de 2026. Uma nova edição só avança com um novo regulamento, que define o valor, os prazos e os anos de nascimento abrangidos. Até ao momento não há nenhuma terceira edição anunciada.
Se a lógica das duas primeiras edições se mantiver, os próximos abrangidos serão os jovens que fazem 18 anos, mas isso só fica confirmado quando o novo regulamento for publicado. Entretanto, convém ter a Chave Móvel Digital ativa, porque é um dos meios de autenticação aceites para pedir o cheque.
Enquanto não há nova edição, há outros apoios pensados para a mesma idade. O passe gratuito para jovens até aos 23 anos ajuda a poupar nas deslocações, o ANDA Conhecer Portugal dá viagens de comboio e alojamento em pousadas de juventude, e os museus e monumentos gratuitos permitem visitar dezenas de espaços sem pagar bilhete. Para quem começa a trabalhar, vale a pena conhecer também o IRS Jovem, que reduz o imposto nos primeiros anos de rendimentos.
Não. A edição de 2026 terminou a 31 de agosto e ainda não foi anunciada uma nova edição do programa.
Os jovens nascidos em 2007 e 2008, residentes em Portugal, com Cartão de Cidadão ou Chave Móvel Digital.
Se custarem mais, pagas a diferença com outro meio aceite pela livraria. Se custarem menos, o valor que sobra perde-se, porque o cheque só pode ser usado numa compra única.
O Orçamento do Estado para 2026 prevê um cheque e-book de 60 € para quem faz 18 anos em 2026, mas a medida ainda não foi regulamentada nem posta em prática.
Fundo Ambiental 2026: apoios disponíveis para particulares
Cabaz alimentar e apoio alimentar em 2026: quem tem direito e como pedir
Segunda via da carta de condução: como pedir online no gov.pt
Como começar o ano da forma certa:guia prático para organizar objetivos, finanças e oportunidades
Tradições de Natal em Portugal
Ideias para Amigo Secreto de Baixo Custo 2025/2026
Banco de Portugal recomenda ter dinheiro físico em casa
Licença de alojamento local: tudo o que tem de saber!
Limite de transferência bancária no Multibanco: saiba tudo!
Linha de apoio ao suícidio 1411: quem e quando deve ligar!
O nosso algoritmo calcula quais são as ajudas que podes solicitar
Simular as minhas ajudas grátis agora