Com o passe ferroviário verde podes andar nos Intercidades por 20 € a cada 30 dias, mas cada viagem precisa de uma reserva feita nas 24 horas anteriores, e só tens duas por dia. É um título barato para quem faz viagens longas, uma das poupanças possíveis na mobilidade, e o guia do passe ferroviário verde resume preços, quem o pode comprar e como carregá-lo. E hoje, em As Tuas Ajudas, explicamos-te como reservar e cancelar viagens, o que acontece se viajares sem reserva e onde está o mapa oficial da rede.
Índice
Como funciona o passe ferroviário verde no Intercidades?
O passe ferroviário verde está em vigor desde 21 de outubro de 2024 e permite viajar nos comboios Intercidades apenas em 2.ª classe. Ao contrário dos Regionais e InterRegionais, em que basta ter o passe carregado, o Intercidades obriga a reservar lugar antes de cada viagem. A reserva é gratuita e é ela que funciona como o teu bilhete para aquele comboio.
A janela é curta: só podes reservar nas 24 horas que antecedem a partida, contadas a partir da hora a que o comboio sai da estação de origem, mesmo que entres numa estação mais à frente. Quem faz a mesma viagem todas as semanas não consegue deixar lugares marcados com dias de antecedência, o que obriga a reservar de véspera. Se ainda estás a decidir se o passe compensa face a um passe de estudante, esta regra conta.
Onde fazes a reserva
A fase inicial, em que só se reservava ao balcão, já passou. Hoje tens quatro canais:
no site da CP, na bilheteira online;
na App CP;
nas bilheteiras das estações;
nas máquinas de venda automática das estações da Área Metropolitana de Lisboa.
Atenção a uma diferença que confunde muita gente: a bilheteira online do site serve para reservar lugar, mas o passe carrega-se noutra área, no myCP do site ou na App CP, em Carteira > Cartões de Mobilidade. A compra do Cartão CP, onde o passe fica guardado, está explicada no guia completo do passe, ligado no início deste artigo.
Preços do passe ferroviário verde
A reserva não tem custo. O que pagas é o passe, que tem três modalidades com o mesmo preço por dia:
20 € por 30 dias consecutivos;
40 € por 60 dias consecutivos;
60 € por 90 dias consecutivos.
Os dias contam a partir da compra, não do início do mês. O preço é igual para todos e não depende da idade nem do rendimento; se procuras um título mais barato por teres rendimentos baixos, compara com o Passe Social+, e se és jovem, vê primeiro se te cabe o passe gratuito para jovens.
Quantas reservas podes fazer por dia?
O passe dá direito a reservar lugar em duas viagens distintas por dia, o que chega para ida e volta.
A reserva tem de corresponder ao trajeto que vais mesmo fazer, e a viagem tem de acontecer dentro da validade do passe. Se o teu passe de 30 dias acaba amanhã, não consegues reservar um Intercidades para depois dessa data sem o renovar primeiro.
Se já usaste as duas reservas do dia e precisas de outro Intercidades, tens de comprar um bilhete normal antes de embarcar: entrar só com o passe, sem reserva, é viajar sem título e ficas sujeito a coima. Para trajetos curtos, um Regional ou InterRegional na mesma linha pode resolver sem reserva nenhuma, Se estás a planear férias de comboio, junta a isto outras formas de poupar dinheiro em viagem.
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É possível trocar a reserva de uma viagem do Intercidades?
Não. A reserva de lugar não pode ser alterada para outro dia nem para outra hora. O que podes fazer é anulá-la e fazer uma nova reserva para o comboio que te dá jeito, dentro da mesma janela de 24 horas.
O prazo para anular é o que decide se perdes ou não uma das reservas do dia. Se anulares até 15 minutos antes da partida do comboio na estação de origem, o lugar volta a ficar disponível para outros passageiros e essa reserva deixa de contar nas duas a que tens direito. Depois desse prazo, essa reserva conta para as duas do dia, mesmo que não tenhas viajado.
Anula assim que souberes
Se já sabes que não vais apanhar o comboio, anula a reserva logo nesse momento. Esperar até à última hora arrisca passar os 15 minutos e ficar sem uma das duas viagens desse dia.
Quando é a CP a suprimir o comboio, por exemplo numa greve, o reembolso ou a indemnização a que possas ter direito seguem as condições da CP para passes e assinaturas, e não as regras de reserva do passe. Nesses dias, vale a pena saber que direitos tens durante uma greve dos transportes públicos.
O que acontece se viajares sem reserva?
Entrar num Intercidades só com o passe carregado, sem reserva feita, é viajar sem título de transporte válido. O mesmo vale se o Cartão CP estiver fora da validade ou se o passe já tiver terminado, por isso convém saber como carregar e renovar o passe antes de ele acabar. Nessas situações ficas sujeito às coimas previstas nas condições gerais de transporte da CP, como qualquer passageiro sem bilhete.
O problema também aparece quando entras num serviço que o passe não cobre, como o Alfa Pendular ou a 1.ª classe do Intercidades: isso conta como viagem sem título.
O passe ferroviário verde é válido nos comboios urbanos?
Sim. Desde 27 de setembro de 2026, o passe vale em qualquer percurso dos comboios urbanos de Lisboa, do Porto e de Coimbra. Até essa data, em Lisboa e no Porto só valia em alguns troços, como Carregado/Azambuja ou Lousado/Braga. A validação muda conforme a cidade:
Lisboa: validas o passe no validador ou no canal de acesso antes de cada viagem, e outra vez quando fazes transbordo a partir de um Regional, InterRegional ou Intercidades;
Porto: a validação é feita a bordo, mostrando o passe ao revisor.
Se só andas dentro de uma das áreas metropolitanas, os passes Navegante e Andante, que custam 40 € por mês, continuam a ser úteis porque juntam comboio, metro, autocarro e, em Lisboa, barco. Se estudas na região de Lisboa, a alternativa pensada para ti é o Navegante Estudante.
Importante
O alargamento aos urbanos de Lisboa e do Porto não mudou o preço: o passe ferroviário verde continua a custar 20 € por 30 dias.
Há serviços que continuam de fora: o Alfa Pendular, a 1.ª classe do Intercidades, o comboio Celta entre o Porto e Vigo e os restantes comboios internacionais.
Onde ver o mapa do passe ferroviário verde?
A CP publica no seu site um mapa da rede com as cores de cada serviço coberto: verde para o Intercidades, azul para o InterRegional, laranja para o Regional e uma cor própria para cada troço urbano de Lisboa, do Porto e de Coimbra. É a forma mais rápida de confirmar se a tua ligação está incluída antes de comprares o passe ferroviário verde.
No mapa vês também onde podes seguir de ponta a ponta sem reserva, porque as linhas azuis e laranja não a exigem, e que ligações só são servidas pelo Intercidades, como a de Lisboa ao Algarve e a Évora. Nesses percursos cada viagem precisa da sua reserva.
A versão acima é a de setembro de 2026, que já inclui os urbanos de Lisboa, do Porto e de Coimbra. Podes abrir o mapa oficial da rede em PDF no site da CP, que é atualizado quando mudam os percursos. Confirma lá a tua ligação antes de viajar.
Outras perguntas frequentes
🕐 Com quanta antecedência tenho de reservar o Intercidades com o passe verde?
A reserva só pode ser feita nas 24 horas que antecedem a partida do comboio na estação de origem. É gratuita e faz-se no site da CP, na App CP, nas bilheteiras ou nas máquinas de venda automática.
🔁 Posso trocar a reserva para outro comboio ou outro dia?
Não. A reserva não se altera: tens de a anular e fazer uma nova. Se anulares até 15 minutos antes da partida na estação de origem, essa reserva não conta nas duas do dia.
🚆 Quantas viagens posso reservar por dia com o passe ferroviário verde?
Podes reservar lugar em duas viagens distintas por dia, o que dá para ida e volta. Se anulares uma reserva até 15 minutos antes da partida, ela não conta para esse limite.
🗺️ Onde vejo o mapa do passe ferroviário verde?
A CP publica no seu site um mapa da rede em PDF, com uma versão atualizada em setembro de 2026, onde vês os Intercidades, InterRegionais, Regionais e os urbanos. Desde 27 de setembro de 2026, o passe vale em todos os urbanos de Lisboa, do Porto e de Coimbra.
Redatora especializada em apoios locais e conceitos administrativos. Foi redatora em As-Tuas-Ajudas.pt, onde escreveu sobre apoios e serviços do dia a dia até 2025.
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