Acesso ao ensino superior 2026: prazos e como te candidatares

2 Setembro 2026 por Catarina Girão - 8 minutos de leitura
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Estudantes a preparar a candidatura ao ensino superior

A 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao ensino superior está aberta e fecha a 20 de setembro de 2026. Se ainda não te candidataste, ou se não ficaste colocado na 1.ª fase, este é o teu prazo. E hoje, em As Tuas Ajudas, damos-te o calendário completo de 2026 e o que precisas de ter à mão para te candidatares a tempo.

Prazos de candidatura de acesso ao ensino superior

A candidatura ao ensino superior público faz-se todos os anos através do Concurso Nacional de Acesso e está organizada em três fases, sendo que a 3.ª só se realiza se ainda sobrarem vagas.

O calendário de 2026, aprovado pelo Despacho n.º 9359-A/2026, de 23 de julho, é o seguinte:

FaseCandidaturaResultadosMatrícula e inscrição
1.ª fase20 de julho a 6 de agosto23 de agosto24 a 27 de agosto
2.ª fase24 de agosto a 20 de setembro30 de setembro1 a 3 de outubro
3.ª fase10 a 12 de outubro18 de outubro18 a 20 de outubro

A matrícula e inscrição faz-se logo a seguir aos resultados de cada fase, e é o passo que confirma o teu lugar. Na 1.ª fase houve um prazo mais curto, de 20 a 29 de julho, para quem concorreu pelo contingente prioritário de emigrantes, familiares e lusodescendentes, ou pediu a substituição de provas de ingresso por exames estrangeiros.

Importante
Neste momento está aberta a 2.ª fase: tens até 20 de setembro de 2026 para entregar a candidatura online. Se já ficaste colocado na 1.ª fase e voltares a ser colocado na 2.ª, a colocação anterior é anulada automaticamente, tal como a matrícula que tinhas feito.

Quem pode candidatar-se ao ensino superior?

No regime geral, podem candidatar-se ao concurso nacional de acesso em 2026 os estudantes que cumpram, em conjunto, estes requisitos:

  • Conclusão do ensino secundário: aprovação num curso do ensino secundário nas condições para prosseguimento de estudos, quando existam, ou uma habilitação legalmente equivalente, concluída até ao ano letivo de 2025-2026;
  • Provas de ingresso: ter realizado em 2022, 2023, 2024, 2025 ou 2026 as provas exigidas para o par instituição/curso, com classificação igual ou superior à mínima exigida;
  • Pré-requisitos: cumprir os pré-requisitos fixados pela instituição para esse curso, caso existam;
  • Classificação de candidatura: ter uma nota de candidatura igual ou superior ao mínimo fixado pela instituição para esse curso;
  • Não ser estudante internacional: não estares abrangido pelo Estatuto do Estudante Internacional.
As provas de ingresso valem no ano em que as fazes e nos quatro seguintes. Por isso um exame feito em 2022 ainda serve para a candidatura de 2026. Se já recebeste bolsa no secundário, convém saber que a do superior se pede à parte. E se tens 23 anos ou mais, há outra via: o concurso para maiores de 23 anos.

Sou estudante internacional, posso candidatar-me?

Depende, e é aqui que muita gente se engana. O concurso especial para estudantes internacionais destina-se a quem não tem nacionalidade portuguesa e é titular de uma qualificação que dá acesso ao ensino superior, ou de um diploma do ensino secundário português ou legalmente equivalente. A candidatura faz-se diretamente em cada instituição, nos prazos que ela própria fixa.

Atenção, porque a confusão sai cara: as pessoas a seguir não são estudantes internacionais e concorrem pelo regime geral, ou seja, pelo concurso nacional:

  • Cidadãos da UE ou do EEE: nacionais de um Estado-membro da União Europeia ou de um Estado Parte no Acordo sobre o Espaço Económico Europeu;
  • Familiares: familiares de portugueses ou de nacionais da UE ou do EEE, seja qual for a sua nacionalidade;
  • Residentes em Portugal: quem tenha residência legal em Portugal há mais de dois anos seguidos a 1 de janeiro do ano de ingresso, e os filhos que com ele residam;
  • Estatuto de igualdade: quem beneficie do estatuto de igualdade de direitos e deveres ao abrigo de um tratado entre Portugal e o seu país;
  • Regimes especiais: quem entra pelos regimes especiais de acesso.
Atenção
Se estás em qualquer destas cinco situações e te candidatas ao concurso especial, ficas de fora do concurso nacional, que é o que corresponde à tua situação. Confirma bem em que regime te enquadras antes de entregares a candidatura.

Como fazer a candidatura ao ensino superior?

A candidatura é online, no portal da Direção-Geral do Ensino Superior, que está a mudar de nome para Instituto para o Ensino Superior. Precisas de dois documentos essenciais: a senha de acesso e a ficha ENES 2026.

Como pedir a senha de acesso

Pede a senha no portal da DGES, imprime o recibo, assina-o e entrega-o na escola secundária que indicaste ou num Gabinete de Acesso ao Ensino Superior. Podes pedi-la até ao fim do prazo de candidatura da 3.ª fase. Se fizeste o pedido quando te inscreveste na 1.ª fase dos exames nacionais, recebes a senha por email em maio. E se não a pediste nessa altura, não é tarde: podes fazê-lo agora pelo portal, entregando o recibo assinado num Gabinete de Acesso ao Ensino Superior.

Importante
A senha de anos anteriores não serve: a candidatura de 2026 exige uma senha nova.

O passo a passo

  1. Aceder ao sistema de candidatura online com a senha, com o cartão de cidadão e PIN, ou com a chave móvel digital;
  2. Introduzir o código de ativação que consta da ficha ENES 2026, emitida pela tua escola secundária;
  3. Indicar até seis opções de par instituição/curso, por ordem decrescente de preferência;
  4. Confirmar e submeter a candidatura.

No fim, guarda o comprovativo de submissão: é o teu único documento se houver dúvidas sobre a data de entrega.

Vale a pena rever as regras das bolsas de estudo antes de escolher, porque nem todos os cursos e regimes dão o mesmo acesso a apoio. As vagas de cada curso são fixadas anualmente por cada instituição e publicadas no portal antes de abrir cada fase, junto com os guias da candidatura, que são dois: um para o ensino superior público e outro para o privado e a Universidade Católica Portuguesa.

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Como se calcula a classificação de candidatura?

A nota de candidatura junta o que fizeste no secundário com o resultado das provas de ingresso, que saem dos exames nacionais e do modelo de avaliação externa em vigor. É uma classificação na escala de 0 a 200 e resulta de somar três parcelas, cada uma com o seu peso:

  • Classificação final do ensino secundário, com um peso não inferior a 40%;
  • Classificação das provas de ingresso, com um peso não inferior a 45%;
  • Classificação dos pré-requisitos de seriação, quando exigidos, com um peso não superior a 15%.

Desde as candidaturas de 2025-2026, o peso das provas de ingresso nunca pode ser inferior ao peso da classificação do secundário, e cada prova de ingresso pode valer entre 15% e 30%. Um curso pode exigir até três provas.

Dentro destes limites, é cada instituição que decide os pesos exatos de cada curso. Por isso a mesma nota de secundário e as mesmas provas podem dar notas de candidatura diferentes em cursos diferentes.

Como é feita a seleção dos alunos?

Para entrares num curso tens de passar três filtros:

  • Nota mínima nas provas de ingresso: cada instituição fixa a sua, sempre num valor igual ou superior a 95 pontos na escala de 0 a 200. Em muitos cursos o mínimo real é bastante mais alto;
  • Pré-requisitos: os de natureza eliminatória deixam-te de fora se não os cumprires; os de seriação contam para a nota, com peso até 15%;
  • Nota de candidatura mínima: fixada também por cada instituição para cada curso.

Como são ordenados os candidatos?

Em cada par instituição/curso, os candidatos são ordenados por ordem decrescente da nota de candidatura, e as vagas preenchem-se por essa ordem, cruzada com a ordem de preferência que indicaste no formulário. Em caso de empate conta primeiro a classificação das provas de ingresso e só depois a do ensino secundário.

Em cada fase só podes obter uma colocação. Se não ficares colocado, ou se ficares numa opção que não queres, podes voltar a concorrer na fase seguinte, com os teus direitos de estudante intactos. Depois da colocação vêm outros trâmites, e reunimo-los todos na secção de comunidade. E se o problema for o dinheiro, vê as bolsas de estudo e o programa Qualifica Superior.
Outras perguntas frequentes

Redatora especializada em apoios locais e conceitos administrativos. Foi redatora em As-Tuas-Ajudas.pt, onde escreveu sobre apoios e serviços do dia a dia até 2025.

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